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Grupo Saúde Bandeirantes

Grupo Saúde Bandeirantes na era sem papel

Simone Talarico

Hospitais de saúde suplementar do Grupo passam por uma verdadeira revolução tecnológica, sem esquecer da humanização no atendimento ao paciente
Grupo Saúde Bandeirantes na era sem papel

O uso da tecnologia em hospitais começou no início da década de 1970, mas de lá para cá, de acordo com dados recentes da Sociedade Brasileira de Informação em Saúde (SBIS), apenas 19%, das cerca de 7 mil instituições hospitalares no Brasil estão informatizadas.

A questão é ainda mais profunda quando se leva em conta o volume e a importância das informações coletadas nessas instituições provenientes dos prontuários dos pacientes, que tem por objetivo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), “armazenar eventos clínicos sobre um indivíduo, de forma que todos os profissionais de saúde acessem as mesmas informações”. Toneladas de papéis são armazenadas e guardadas indefinidamente, o que não somente acaba por se constituir em um problema logístico como também de gestão, uma vez que o acesso a informações do passado se torna quase impossível.

Com esta preocupação, o Grupo Saúde Bandeirantes (GSB) propôs, em seu Planejamento Estratégico, desenvolvido há cerca de um ano, se tornar uma referência no desenvolvimento de ações que reduzam o impacto de suas atividades no meio ambiente, favorecendo a consolidação da cultura de sustentabilidade no cenário da saúde do país. “Nossos investimentos em tecnologia têm foco na otimização de recursos e nos processos operacionais”, explica Rodrigo Lopes, Diretor Executivo do Grupo.

 

Recentemente, em parceria com a Johnson & Johnson, o GSBinstituiu o Lean Healthcare em suas unidades. A técnica de gestão e produção, proveniente do setor automobilístico, que passou a ser implantada na área de saúde por volta de 2002 em hospitais americanos, tem como maior finalidade aumentar a produtividade. Conhecidos como “sistemas de produção enxuta” para área da saúde, as diretrizes do Lean Healthcare envolvem mudanças em processos internos, muitas das quais são simples readequações na maneira como os colaboradores trabalham. Enquanto estas técnicas promovem a eficácia e eficiência nos processos para diminuir a variação no tempo que se usa para prestar assistência ao paciente, o emprego dos 5S (senso de utilização, organização, limpeza, padronização e preservação), também acaba por ter como consequência na diminuição na utilização de papéis: “Em termos de resíduos, os primeiros resultados são animadores, já que foram retirados cerca de 5 toneladas de lixo como papel, plástico, metal, vidro, e-lixo e materiais diversos de nossas unidades. Além disso, outro indicador importante que confirma a eficiência da metodologia Leanestá na revisão do fluxo de informação do prontuário. Um exemplo recente é o denominado Aviso de Precaução, que era impresso e distribuído para sete áreas envolvidas com o paciente, e hoje tem sua demanda reduzida para entrega em uma única área, mantendo as informações das demais áreas somente por e-mail. Com essa ação, a cada mês, nós deixamos de imprimir 1400 folhas, e 16.800 por ano, além do consumo de outros insumos, como o tempo de trabalho de colaboradores com o uso de papel e de outros documentos em formas físicas”, detalha Rodrigo.

 

Para integrar todos seus sistemas, o GSB também implantou, em parceria com a Cisco, um sistema wireless em vários serviços, através de um investimento que vai totalizar R$ 5 milhões quando finalizado.

 

 

Tradição e Modernidade ALIADAS

A história do Grupo Saúde Bandeirantes começou com a fundação do Hospital Bandeirantes, em 1945. Atualmente, além deste, o Grupo também possui o Hospital Leforte - ambos prestam serviços de saúde suplementar, em atendimento na rede privada.

O Grupo também gerencia instituições focadas no atendimento 100% ao Sistema Único de Saúde (SUS), que funcionam através de parcerias público/privadas. Um deles é o Hospital Glória, onde 95%dos atendimentos são nas especialidades de traumatologia e ortopedia, mas que também realiza exames especializados, como endoscopia e ultrassonografia, e recebe pacientes em cirurgia geral e clínica médica. Outra unidade mantida pelo Grupo é o Hospital Lacan, dedicado a serviços de reabilitação para pacientes com dependência química e alcoolismo, além do tratamento de transtornos mentais. A quarta unidade sob gerenciamento do GSB é oAmbulatório Médico de Especialidades (AME) de Caraguatatuba, onde a população encontra serviços médicos de média complexidade, como consultas com especialistas e exames diagnósticos. 

Completando 68 anos este ano, o Hospital Bandeirantes é um hospital geral de alta complexidade e atendimento integrado em todas as especialidades médicas, com foco nas áreas de cardiologia, neurologia, oncologia e trauma. Com uma média de 950 internações por mês e de 10 mil cirurgias por ano, o Hospital Bandeirantes possui certificação da Organização Nacional de Acreditação (ONA) em nível excelência e vem realizando obras de expansão desde 2005. Em 2012, o Hospital Bandeirantes inaugurou seu Centro de Oncologia com uma completa Infraestrutura com PET/CT e Radioterapia: “Recentemente ampliamos o centro cirúrgico, que passou de 7 para 9 salas, onde foi incluído um microscópio de última geração”, revela Rodrigo. A expansão levou investimentos de cerca de R$ 8 milhões, que incluirá também a adição de 10 novos leitos de UTI. O microscópio cirúrgico em questão é o mais novo Zeiss, modelo OPMI Pentero, utilizado para neurocirurgia e cirurgia de coluna.

Já o Hospital Leforte, inaugurado em 2009, está localizado no bairro do Morumbi e apresenta serviço de excelência no atendimento integral a pacientes adultos e pediátricos. A unidade também tem sido foco dos investimentos em tecnologia: “Investimos R$ 1 milhão na estrutura de comunicação do Leforte, em parceria com a Cisco”, revela Rodrigo.

Além de suas unidades de atendimento à população, o Grupo Saúde Bandeirantes engloba, ainda, o Instituto Saúde Bandeirantes (ISB), responsável pelos projetos de investimentos socioambientais do Grupo, com destaque para o Programa Socorrista Mirim, que foi desenvolvido com o objetivo de diminuir os índices de acidentes domésticos, oferecendo cursos de suporte básico de vida e primeiros-socorros a crianças entre sete e 14 anos. Através das aulas, meninos e meninas aprendem a agir em situações, como engasgo, sangramento nasal, traumas, convulsões, ferimentos, choques, queimaduras, entre outras. Já quando o assunto é responsabilidade ambiental, o ISB promove programas de coleta e reciclagem do óleo de cozinha, constantemente, através da Campanha Óleo Aqui. 

Mas, uma das características mantidas durante a história do Grupo Saúde Bandeirantes é a gestão de seus recursos humanos: palestras, workshops, e parcerias com instituições como a Fundação Getúlio Vargas (FGV), são algumas das fontes e formas de treinamento e qualificação que o Grupo oferece para seus colaboradores. “Todo dia temos treinamento em nossos hospitais. Temos a preocupação constante em criar programas de desenvolvimento para nosso capital humano, reforçando a relação de confiança e respeito entre nossos profissionais e pacientes, o que se torna essencial na busca por uma cultura de alta performance, que é parte central de um modelo de negócio sustentável”, afirma Rodrigo.

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