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Company Reports - Santa Maria Cia. De Papel e Celulose  

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Santa Maria Cia. De Papel e Celulose

Santa Maria enfatiza a gestao de pessoas sem esquecer do respeito a natureza

Simone Talarico

Atuando há mais de 30 anos no mercado, a Santa Maria Cia. De Papel e Celulose mostra que é possível adequar produção de qualidade em perfeita harmonia com o meio ambiente
Santa Maria enfatiza a gestao de pessoas sem esquecer do respeito a natureza

A indústria de celulose e papel no Brasil tem refinado seus processos e vem adotando boas práticas socioambientais nas últimas décadas. Todavia, poucas são aquelas que conseguem manter a prática sustentável e ainda assim produzir produtos de qualidade, mantendo a credibilidade com clientes por três décadas.

A Santa Maria Cia. De Papel e Celulose compreendeu a preocupação desde o início de suas atividades, há 30 anos, e mantém hoje 7 mil hectares de mata nativa, que configuram áreas de preservação permanente e reservas legais.

Localizada em Guarapuava no Centro-Oeste do Paraná, a empresa faz parte do Grupo Santa Maria,  que em 1965 iniciou suas atividades atendendo ao mercado madeireiro. Na década de 70, o Grupo migrou para a produção de papel, consolidando o nome da Santa Maria Cia. De Papel e Celulose. De lá para cá, o grupo expandiu suas atividades para agricultura, reflorestamento e energia.

“Como temos a floresta, da qual vendemos a madeira, no futuro nós queremos utilizar essa madeira e agregar valor a esta, transformando-a em produtos com mais valor agregado. Este ainda não é um projeto mas já temos estudos com relação à produção de chapas, tanto de MDF quanto MDP, ainda não definimos qual seria a opção,” revela Wilmar.

A Divisão Florestal do Grupo conta com um parque florestal formado pelo gênero Pinus, distribuído em várias fazendas, em um total de mais de 15 mil hectares plantados. Chamada de Reflorestadora São Manoel, a divisão também possui um centro de pesquisa dirigido ao melhoramento genético, visando  a obtenção de uma floresta com elevada produção, rápido crescimento e de qualidade superior, além de disponibilizar a venda de sementes e mudas de APS (Área de Produção de Sementes).

Buscando um ciclo de produção limpa, a empresa se aproxima da auto-suficiência em energia, foco estratégico do Grupo, conquistada através de duas usinas hidrelétricas além de uma termoelétrica em sistema de cogeração: “Uma delas, a Salto Curucaca, está ampliando sua capacidade instalada para 37 MW, desta forma tendo um excedente que será comercializado. Contudo como pretendemos ampliar a parte industrial da empresa, futuramente iremos utilizar essa energia internamente,” revela Wilmar.

O Papel da Santa Maria

A Divisão de Papel do grupo contudo é aquela que representa o maior volume de negócios da empresa. A Santa Maria Cia. de Papel e Celulose atua há mais de 30 anos nos segmentos de papel off set, apergaminhado, monolúcido, e kraft branco, incluindo, na década de 90, o formulário contínuo em sua linha de produtos, além de também oferecer ao mercado papéis cortados em diversos formatos gráficos: “Hoje nós participamos no mercado na linha de papéis brancos principalmente para cadernos, livros, linha editorial, e outros fins industriais como sacola, e embalagens mais finas,” afirma Wilmar Cardoso, Gerente de Engenharia e Projetos da empresa.

Com a previsão de um faturamento de R$ 310 milhões em 2012, a companhia já pensa em expansão: “Queremos ampliar a unidade industrial. Estamos fazendo alguns investimentos com crescimento orgânico, para mantermos a competitividade na indústria, para que possamos manter nossa qualidade, que é um dos diferenciais pelo qual somos conhecidos no mercado. Nosso serviço ao cliente, através da nossa área de assistência técnica, promove seminários para explicar aos clientes de nossos clientes a utilização correta do papel, e também realiza visitas técnicas à empresa, além de promover outras atividades voltadas ao cliente. Não podemos deixar de citar a parceria com fornecedores, que também são muito fortes. Esses são grandes diferenciais que possibilitam a nossa sobrevivência ao lado de outros grandes da indústria,” afirma Wilmar.

O foco da empresa nos últimos anos, contudo, tem sido na sua gestão interna. A companhia possui a certificação FSC, um selo de responsabilidade ambiental, na modalidade Certificação Cadeia de Custódia, que garante o rastreamento do produto desde a floresta até o consumidor final. Em 2010, a empresa passou por auditoria pela Certificadora SGS, e foi recomendada para receber a certificação da NBR ISO 9001:2008 no seguinte escopo: Recebimento de Matéria-Prima, Industrialização, Comercialização e Distribuição de Papel Convertido: “Vamos expandir a ISO 9001 para toda a fábrica, que estava restrita a uma linha dos nossos produtos que eram os cortados e formulários. Um dos diferenciais é realmente essa flexibilidade e credibilidade que temos no mercado”, explica Wilmar.

A empresa também tem investido em automação e controle para atualizar os equipamentos e ter mais confiabilidade nos seus sistemas, mas o gerenciamento de pessoas tem sido um foco nos últimos anos: ”O nosso Diretor Presidente sempre foi muito progressista. E dentro de alguns programas que vimos pelo mundo, nós conhecemos o Total Productive Management (TPM) japonês, e implementamos essa experiência em 2003 aqui. Esse formato preconiza baixo investimento enquanto enfatiza a melhoria dos funcionários. De lá para cá começamos a aplicar essa filosofia, que possibilitou outros ganhos na gestão, por exemplo trouxemos a Price (PWC ), uma das mais reconhecidas empresas do setor, para fazer nossa auditoria. A produção, que em 2005 era de 74 mil toneladas, esse ano está próxima de 110 mil. Isto sem investimentos significativos em máquina ou algo assim, apenas na melhoria da produtividade,” afirma Wilmar.

A modernização e a automação combinadas com a nova filosofia de produção TPM está rendendo resultados também na redução de tempo de paralização de produção, em função de falhas: “Em 2004 tínhamos 99 mil minutos de tempo de quebra, em 2011 fechamos com 29 mil apenas,” revela Wilmar.

A companhia também instituiu programas para receber contribuição de sugestões para aperfeiçoamentos na empresa de seus colaboradores: “Temos o ‘Programa Sugestão de Melhorias’ pelo qual premiamos os nossos colaboradores. Quando começamos com este programa, em 2008, nós tínhamos três sugestões por ano, no ano passado nós tivemos 112. Em 2011 nós pagamos em prêmios R$ 126 mil. Temos um estudo que mostra que, para cada R$ 1,00 que premiamos nossos colaboradores, a empresa ganha R$ 160,00,” conta Wilmar.

Além de oferecer todos os benefícios de mercado para seus colaboradores como assistência de saúde, odontológica, seguro, previdência privada e restaurante industrial, a empresa também instituiu um programa de participação de resultados que pode representar até um salário e meio a mais ao ano para o colaborador. “O principal investimento que temos feito é com as pessoas, pois essa teoria de gestão preconiza a valorização do colaborador e nossa filosofia e valores vão ao encontro desta ideia,” conclui Wilmar.

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